Dicas para as Mamães que vão começar a amamentar - Pensando Estilo
Dicas para as Mamães que vão começar a amamentar
04/02/2016

Fazia tempo que não tinha post na tag “Dicas de mãe” e aqui está um quentinho que vai para as futuras mamães leitoras do blog e para as várias que estão planejando engravidar.

Apesar de ser muito natural e já ter sido considerado um ato instintivo, a amamentação pode trazer algumas dúvidas, afinal, trata-se de um aprendizado, tanto para a mãe, quanto para o bebê. A ciência prova o que as nossas tataravós apenas intuíam: o leite materno é, de longe, o melhor alimento nos primeiros anos de vida. As chupetas, mamadeiras e fórmulas infantis ganharam espaço e esse saber se perdeu… Tenho muito orgulho de ter amamentado meus filhos e sei que isso trouxe um benefício enorme para a saúde deles.

dicas para quem vai amamentar

A composição do leite materno se modifica a cada mamada, que acompanha as necessidades do bebê. Além de conter proteínas e vitaminas, possui anticorpos, que diminuem os riscos de infecções respiratórias, alergias, e até previnem doenças crônicas. Para a mamãe também tem suas vantagens. Amamentar ajuda a perder peso e diminui o sangramento pós-parto. Além disso, pesquisas em 30 países constataram que o risco de câncer de mama diminui 4,3% a cada 12 meses de amamentação. 

A primeira vez

Conheça se possível, o hospital/maternidade onde fará seu parto. Converse com a equipe que irá atendê-la no parto e diga que você quer amamentar seu bebê na primeira hora de vida. Esse primeiro contato promove a proteção imunológica que o bebê precisa ao nascer, o que alimenta o bebê não é o leite, mas, sim, o colostro, um líquido amarelo com aspecto aguado. Ele é tão precioso que os médicos costumam chamá-lo de “primeira vacina”, além de ajudar no sucesso da amamentação. Ainda que ele não queira mamar e apenas cheire ou lamba seus mamilos, esse ato ajuda na criação do vínculo entre mãe e filho. 

Após partos normais e cesarianas não marcadas, o leite costuma aparecer nas primeiras 24 horas. Já as mulheres que não passaram por trabalho de parto podem demorar até cinco dias para ter leite, comprometendo a amamentação. Por isso, se você está grávida e pretende dar de mamar, leve em conta esse aspecto antes de agendar uma cesárea. 

- Distância de bicos artificiais

Os bicos de silicone, muitas vezes já indicados dentro das maternidades, só atrapalham a amamentação. Eles não permitem que a ordenha seja feita corretamente, diminuindo a quantidade de leite e ferindo os mamilos. Independente do tipo de mamilo que você tenha, não há necessidade de usar um intermediário, porque bebê não mama o bico e sim a aréola, onde estão concentrados os seios lactíferos, conhecidos como “bolsões de leite”.

- Esqueça a balança

Nos primeiros dias o bebê irá mamar apenas o colostro. Os seios ainda estarão macios e o bebê aprenderá a fazer a pega correta. Após três ou cinco dias, acontece a descida do leite e os seios ficarão mais cheios. Todo bebê perde peso no início, mas nós já nascemos com uma reserva de energia. Essa perda de peso é, em média, de 10%, e ele pode ser recuperado até um mês após o nascimento.
Como somos todos diferentes, os bebês também têm suas particularidades. Por isso, se algum médico disser que você precisa complementar a amamentação com leite artificial, busque a opinião de um especialista em amamentação que possa ajudá-la a corrigir possíveis problemas.

Ministério da Saúde adverte:

Segundo o Ministério da Saúde, os bebês devem mamar exclusivamente o leite materno até os seis meses. Isso significa que até essa idade eles não precisam de mais nada, nem água ou chá. Após esse período inicia-se a introdução de alimentos e a amamentação deve seguir, no mínimo, até dois anos.

“A amamentação é uma fase única e muito prazerosa! O fundamental é preparar a cabeça, predispondo-se a amamentar mesmo que surjam dificuldades. Pense que depois de levar seu filho no ventre, outra coisa que só você pode fazer por ele é amamentá-lo com o seu leite materno, preparado pela natureza especialmente para ele e melhor não existe!”

a importância da amamentacao até os 2 anos de idade